Pergunta
O que ocorreu no Segundo Concílio de Constantinopla?
Resposta
Em 553 d.C., o quinto concílio ecumênico da Igreja Cristã foi convocado por decreto do imperador Justiniano e liderado por Eutiques, patriarca de Constantinopla. Conhecido como o Segundo Concílio de Constantinopla, o papa Vigílio de Roma, que havia sido convocado para Constantinopla contra sua vontade, demonstrou o seu descontentamento refugiando-se em uma igreja por mais de sete meses. O Papa Vigílio finalmente encerrou seu protesto ratificando formalmente os veredictos do concílio em fevereiro do ano seguinte.
Quatorze anátemas, ou condenações, foram decretados pelo Segundo Concílio de Constantinopla. A questão central era a doutrina bíblica da dupla natureza do Senhor Jesus Cristo. A Bíblia ensina que Jesus era totalmente Deus (João 1:1; 8:58), mas também totalmente homem (João 1:14). Essa dualidade de natureza em uma única pessoa é conhecida como união hipostática. Negar a natureza divina de Jesus é heresia; negar a Sua natureza humana é igualmente heresia. O Segundo Concílio de Constantinopla emitiu seus quatorze anátemas a fim de silenciar os falsos mestres que se recusavam a aceitar os ensinamentos bíblicos essenciais sobre a pessoa e a natureza do Senhor Jesus Cristo.
Convencido de que a estrita conformidade religiosa era necessária para manter intacto o Império Bizantino, o imperador Justiniano convocou o Segundo Concílio de Constantinopla quando facções da igreja não conseguiram chegar a um acordo sobre a dupla natureza de Cristo Jesus. Em sua campanha pela conformidade religiosa, o imperador Justiniano ordenou que os pagãos fossem batizados contra a sua vontade, fechou escolas cujos ensinamentos eram contrários ao cristianismo e perseguiu ferozmente uma seita conhecida como montanistas. Os montanistas acreditavam que o Espírito Santo havia dado a seu líder, Montano, uma nova revelação. Essa "nova revelação" tratava da conduta pessoal, e não da doutrina. Acreditando que Montano era um herege, o imperador Justiniano se opôs vigorosamente a seus seguidores. Quanto à oposição do papa Vigílio ao Segundo Concílio de Constantinopla, o imperador Justiniano ameaçou impedir o papa de retornar a Roma, a menos que ele concordasse com os quatorze anátemas.
O nestorianismo, uma crença errônea de que Cristo era duas pessoas distintas, uma humana e outra divina, foi adotado por alguns líderes da igreja. Essa ruptura na cristologia ortodoxa foi expressa em escritos que ficaram conhecidos como os Três Capítulos: os escritos de Teodoro de Mopsuéstia, certas obras de Teodoreto de Ciro e a carta de Ibas a Maris. No Concílio anterior de Calcedônia, os escritos nestorianos foram repreendidos, mas não condenados abertamente. No Segundo Concílio de Constantinopla, a assembleia reafirmou a sua crença nas duas naturezas de Cristo, condenando aqueles que acreditavam que havia "dois Filhos ou dois Cristos".
O monofisismo também era considerado um erro. Os monofisitas acreditavam que Cristo Jesus tinha apenas uma natureza, um ensinamento propagado por Cirilo de Alexandria. A imperatriz Teodora, ela própria monofisita, instou Justiniano a convocar um concílio como manobra política para desacreditar os rivais nestorianos. Justiniano, que acreditava que a conformidade religiosa traria o império de volta aos seus dias de glória, concordou com o pedido de Teodora, convocando os líderes da igreja para Constantinopla em 553.
No final, os ensinamentos errôneos sobre a pessoa e a natureza do Senhor Jesus foram condenados no Segundo Concílio de Constantinopla. É bem possível que as motivações do imperador Justiniano para convocar o concílio tenham sido tanto políticas quanto teológicas, mas a assembleia permaneceu firme contra os ensinamentos heréticos. Alguns podem considerar as divergências entre as várias facções em Constantinopla como discussões teológicas minuciosas, mas o tema da cristologia dificilmente é uma questão periférica. Todos os cultos e ismos, passados e presentes, começam com uma compreensão falsa da pessoa e natureza de Deus. Nossas mentes finitas não podem compreender completamente a profundidade do caráter de Cristo, mas o ensino claro das Escrituras é que Ele é totalmente Deus e totalmente homem. Em última análise, os quatorze anátemas emitidos pelo Segundo Concílio de Constantinopla foram justificados e necessários.
Quatorze anátemas, ou condenações, foram decretados pelo Segundo Concílio de Constantinopla. A questão central era a doutrina bíblica da dupla natureza do Senhor Jesus Cristo. A Bíblia ensina que Jesus era totalmente Deus (João 1:1; 8:58), mas também totalmente homem (João 1:14). Essa dualidade de natureza em uma única pessoa é conhecida como união hipostática. Negar a natureza divina de Jesus é heresia; negar a Sua natureza humana é igualmente heresia. O Segundo Concílio de Constantinopla emitiu seus quatorze anátemas a fim de silenciar os falsos mestres que se recusavam a aceitar os ensinamentos bíblicos essenciais sobre a pessoa e a natureza do Senhor Jesus Cristo.
Convencido de que a estrita conformidade religiosa era necessária para manter intacto o Império Bizantino, o imperador Justiniano convocou o Segundo Concílio de Constantinopla quando facções da igreja não conseguiram chegar a um acordo sobre a dupla natureza de Cristo Jesus. Em sua campanha pela conformidade religiosa, o imperador Justiniano ordenou que os pagãos fossem batizados contra a sua vontade, fechou escolas cujos ensinamentos eram contrários ao cristianismo e perseguiu ferozmente uma seita conhecida como montanistas. Os montanistas acreditavam que o Espírito Santo havia dado a seu líder, Montano, uma nova revelação. Essa "nova revelação" tratava da conduta pessoal, e não da doutrina. Acreditando que Montano era um herege, o imperador Justiniano se opôs vigorosamente a seus seguidores. Quanto à oposição do papa Vigílio ao Segundo Concílio de Constantinopla, o imperador Justiniano ameaçou impedir o papa de retornar a Roma, a menos que ele concordasse com os quatorze anátemas.
O nestorianismo, uma crença errônea de que Cristo era duas pessoas distintas, uma humana e outra divina, foi adotado por alguns líderes da igreja. Essa ruptura na cristologia ortodoxa foi expressa em escritos que ficaram conhecidos como os Três Capítulos: os escritos de Teodoro de Mopsuéstia, certas obras de Teodoreto de Ciro e a carta de Ibas a Maris. No Concílio anterior de Calcedônia, os escritos nestorianos foram repreendidos, mas não condenados abertamente. No Segundo Concílio de Constantinopla, a assembleia reafirmou a sua crença nas duas naturezas de Cristo, condenando aqueles que acreditavam que havia "dois Filhos ou dois Cristos".
O monofisismo também era considerado um erro. Os monofisitas acreditavam que Cristo Jesus tinha apenas uma natureza, um ensinamento propagado por Cirilo de Alexandria. A imperatriz Teodora, ela própria monofisita, instou Justiniano a convocar um concílio como manobra política para desacreditar os rivais nestorianos. Justiniano, que acreditava que a conformidade religiosa traria o império de volta aos seus dias de glória, concordou com o pedido de Teodora, convocando os líderes da igreja para Constantinopla em 553.
No final, os ensinamentos errôneos sobre a pessoa e a natureza do Senhor Jesus foram condenados no Segundo Concílio de Constantinopla. É bem possível que as motivações do imperador Justiniano para convocar o concílio tenham sido tanto políticas quanto teológicas, mas a assembleia permaneceu firme contra os ensinamentos heréticos. Alguns podem considerar as divergências entre as várias facções em Constantinopla como discussões teológicas minuciosas, mas o tema da cristologia dificilmente é uma questão periférica. Todos os cultos e ismos, passados e presentes, começam com uma compreensão falsa da pessoa e natureza de Deus. Nossas mentes finitas não podem compreender completamente a profundidade do caráter de Cristo, mas o ensino claro das Escrituras é que Ele é totalmente Deus e totalmente homem. Em última análise, os quatorze anátemas emitidos pelo Segundo Concílio de Constantinopla foram justificados e necessários.