Pergunta
Por que Jacó é chamado alternadamente de Jacó e Israel no livro de Gênesis?
Resposta
Entre os indivíduos renomeados no Antigo Testamento sob várias circunstâncias, o próprio Deus renomeou apenas alguns. Esses são Abrão (Gênesis 17:5), Sarai (Gênesis 17:15) e Jacó (Gênesis 32:28; 35:9-10), que ficaram conhecidos como Abraão, Sara e Israel, respectivamente. Os nomes Jacó e Israel são usados alternadamente nas Escrituras em referência ao segundo filho de Isaque.
O nome de nascimento de Jacó, Jacó, significa "suplantador, enganador"; foi dado a ele porque, quando Jacó nasceu como o segundo de um grupo de gêmeos, "sua mão agarrava o calcanhar [de seu gêmeo]" (Gênesis 25:26). Fiel ao seu nome, Jacó cresceu como um conivente, enganador e trapaceiro, e acabou suplantando a posição de seu irmão como herdeiro da primogenitura.
Após a luta de Jacó com o Senhor em Peniel, o Senhor deu a Jacó um novo nome: Israel. E Deus deu o motivo: "Seu nome não será mais Jacó, e sim Israel, pois você lutou com Deus e com os homens e prevaleceu" (Gênesis 32:28). Mais tarde, Deus aparece novamente a Jacó/Israel em Betel, reafirma a mudança de nome e dá a ele a mesma aliança que Abraão havia recebido (Gênesis 35:9-12). Assim, o "que bate no calcanhar" tornou-se "aquele que luta com Deus". Foi antes de se encontrar com Deus em Betel que Jacó propositalmente se desfez de seus ídolos e se purificou (versículo 2).
Após a mudança de nome, algumas passagens em Gênesis se referem a Jacó como "Jacó" (Gênesis 33:1; 34:7; 35:15; 37:1) e outras como "Israel" (Gênesis 35:21; 37:3; 43:6; 46:1). Alguns sugeriram que o nome Jacó representa a sua antiga natureza e Israel a nova. Ou seja, ele é chamado de "Jacó" quando está atuando em sua velha natureza carnal, mas é chamado de "Israel" quando está agindo de acordo com a sua nova natureza. Essa sugestão pode ter um mérito limitado em algumas passagens, e seria um paralelo à experiência do cristão conforme apresentada em Efésios 4:22-24.
No final, porém, é melhor não dar muita importância à distinção Jacó/Israel, pois algumas passagens incluem Jacó e Israel no mesmo contexto imediato (por exemplo, Gênesis 37:1-3). Além disso, há vários salmos que usam os dois nomes lado a lado: "Quando Deus restaurar a sorte do seu povo, Jacó exultará e Israel se encherá de alegria" (Salmo 53:6) e "Ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, e ordenou aos nossos pais que os transmitissem a seus filhos" (Salmo 78:5). O paralelismo da poesia identifica os nomes Jacó e Israel como sinônimos, e ambos os nomes podem representar tanto a nação quanto o indivíduo.
O nome de nascimento de Jacó, Jacó, significa "suplantador, enganador"; foi dado a ele porque, quando Jacó nasceu como o segundo de um grupo de gêmeos, "sua mão agarrava o calcanhar [de seu gêmeo]" (Gênesis 25:26). Fiel ao seu nome, Jacó cresceu como um conivente, enganador e trapaceiro, e acabou suplantando a posição de seu irmão como herdeiro da primogenitura.
Após a luta de Jacó com o Senhor em Peniel, o Senhor deu a Jacó um novo nome: Israel. E Deus deu o motivo: "Seu nome não será mais Jacó, e sim Israel, pois você lutou com Deus e com os homens e prevaleceu" (Gênesis 32:28). Mais tarde, Deus aparece novamente a Jacó/Israel em Betel, reafirma a mudança de nome e dá a ele a mesma aliança que Abraão havia recebido (Gênesis 35:9-12). Assim, o "que bate no calcanhar" tornou-se "aquele que luta com Deus". Foi antes de se encontrar com Deus em Betel que Jacó propositalmente se desfez de seus ídolos e se purificou (versículo 2).
Após a mudança de nome, algumas passagens em Gênesis se referem a Jacó como "Jacó" (Gênesis 33:1; 34:7; 35:15; 37:1) e outras como "Israel" (Gênesis 35:21; 37:3; 43:6; 46:1). Alguns sugeriram que o nome Jacó representa a sua antiga natureza e Israel a nova. Ou seja, ele é chamado de "Jacó" quando está atuando em sua velha natureza carnal, mas é chamado de "Israel" quando está agindo de acordo com a sua nova natureza. Essa sugestão pode ter um mérito limitado em algumas passagens, e seria um paralelo à experiência do cristão conforme apresentada em Efésios 4:22-24.
No final, porém, é melhor não dar muita importância à distinção Jacó/Israel, pois algumas passagens incluem Jacó e Israel no mesmo contexto imediato (por exemplo, Gênesis 37:1-3). Além disso, há vários salmos que usam os dois nomes lado a lado: "Quando Deus restaurar a sorte do seu povo, Jacó exultará e Israel se encherá de alegria" (Salmo 53:6) e "Ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, e ordenou aos nossos pais que os transmitissem a seus filhos" (Salmo 78:5). O paralelismo da poesia identifica os nomes Jacó e Israel como sinônimos, e ambos os nomes podem representar tanto a nação quanto o indivíduo.