Pergunta
O que diz a Bíblia sobre a comunhão?
Resposta
O que os cristãos costumam chamar de comunhão é um sacramento instituído por Jesus durante a Última Ceia com os Seus discípulos. A comunhão é uma forma de os crentes manifestarem externamente o seu amor e comunhão com Cristo, de recordarem o sacrifício expiatório que Jesus fez por eles e de aguardarem ansiosamente o momento em que Ele partilhará connosco no reino. A comunhão é também conhecida como a Ceia do Senhor ou a Mesa do Senhor.
A Última Ceia
Pouco antes de Judas Iscariotes trair Jesus no Jardim do Getsêmani, Jesus reuniu os Seus discípulos numa sala no andar superior de uma casa para celebrar a Páscoa. Não demorou muito para que os discípulos percebessem que havia outro motivo para aquela reunião. Mateus 26:26–29 diz: "Enquanto comiam, Jesus pegou um pão, e, abençoando-o, o partiu e deu aos discípulos, dizendo: 'Tomem, comam; isto é o meu corpo.' A seguir, Jesus pegou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos seus discípulos, dizendo: 'Bebam todos dele; porque isto é o meu sangue, o sangue da aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. E digo a vocês que, desta hora em diante, nunca mais beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que beberei com vocês o vinho novo, no Reino de meu Pai.'" O que os discípulos pensavam que ia ser uma celebração transformou-se numa previsão sombria da morte do seu mestre e líder.
Pistas Anteriores
Se os discípulos estivessem ouvindo com atenção, essas palavras lhes deveriam ter parecido familiares. No início do ministério de Jesus, Ele havia dito a uma multidão: “Em verdade, em verdade lhes digo que, se vocês não comerem a carne do Filho do Homem e não beberem o seu sangue, não terão vida em vocês mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu permaneço nele. Assim como o Pai, que vive, me enviou, e igualmente eu vivo por causa do Pai, também quem de mim se alimenta viverá por mim” (João 6:53–57). Essa predição da morte de Jesus e da necessidade de aceitar o Seu sacrifício para a redenção revelou-se difícil demais para alguns: “Muitos dos seus discípulos, tendo ouvido tais palavras, disseram: 'Duro é este discurso; quem pode suportá-lo?'” (João 6:60). De fato, após ouvirem isso, “muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele” (João 6:66). O simbolismo que Jesus empregou não deveria ter sido uma surpresa para os Seus ouvintes; afinal, Ele vinha falando por parábolas quase desde o início do Seu ministério. No entanto, a ideia de consumir o corpo de Jesus foi demais para muitos deles.
A comunhão na Igreja primitiva
Após a morte, ressurreição e ascensão de Jesus, a Igreja primitiva obedeceu às palavras de Jesus. Praticavam o sacramento da comunhão, comendo o pão (que simboliza o Seu corpo) e bebendo o vinho (que simboliza o Seu sangue). O apóstolo Paulo destacou a ideia de comunhão durante a ceia do Senhor: "Não é fato que o cálice da bênção que abençoamos é a comunhão do sangue de Cristo? E não é fato que o pão que partimos é a comunhão do corpo de Cristo? Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo; porque todos participamos do único pão" (1 Coríntios 10:16–17). A comunhão na igreja não só cumpre o mandamento de Jesus, como também contribui para a unidade dos crentes.
Paulo também dirigiu uma advertência àqueles que pudessem abordar a comunhão de forma leviana ou desonrosa: "Porque, todas as vezes que comerem este pão e beberem o cálice, vocês anunciam a morte do Senhor, até que ele venha. Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um examine a si mesmo e, assim, coma do pão e beba do cálice. Pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si" (1 Coríntios 11:26–29).
Conclusão
A prática da comunhão é uma das duas ordenanças da igreja. A Bíblia não especifica com que frequência a comunhão deve ser celebrada. A comunhão é um momento de reflexão, não só sobre o pecado de cada um e a necessidade de perdão, mas também sobre a graça e o amor que Cristo demonstrou na cruz (João 3:16). Ao participarem juntos na comunhão, os cristãos demonstram a sua união uns com os outros e com Cristo. Ao participarem juntos na comunhão, os cristãos são lembrados do sacrifício de Cristo e recordam-se mutuamente de que Ele voltará. A comunhão é uma "comunhão do Espírito" (Filipenses 2:1) e uma resposta à oração de Jesus "para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim" (João 17:22–23).
A Última Ceia
Pouco antes de Judas Iscariotes trair Jesus no Jardim do Getsêmani, Jesus reuniu os Seus discípulos numa sala no andar superior de uma casa para celebrar a Páscoa. Não demorou muito para que os discípulos percebessem que havia outro motivo para aquela reunião. Mateus 26:26–29 diz: "Enquanto comiam, Jesus pegou um pão, e, abençoando-o, o partiu e deu aos discípulos, dizendo: 'Tomem, comam; isto é o meu corpo.' A seguir, Jesus pegou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos seus discípulos, dizendo: 'Bebam todos dele; porque isto é o meu sangue, o sangue da aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. E digo a vocês que, desta hora em diante, nunca mais beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que beberei com vocês o vinho novo, no Reino de meu Pai.'" O que os discípulos pensavam que ia ser uma celebração transformou-se numa previsão sombria da morte do seu mestre e líder.
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Se os discípulos estivessem ouvindo com atenção, essas palavras lhes deveriam ter parecido familiares. No início do ministério de Jesus, Ele havia dito a uma multidão: “Em verdade, em verdade lhes digo que, se vocês não comerem a carne do Filho do Homem e não beberem o seu sangue, não terão vida em vocês mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu permaneço nele. Assim como o Pai, que vive, me enviou, e igualmente eu vivo por causa do Pai, também quem de mim se alimenta viverá por mim” (João 6:53–57). Essa predição da morte de Jesus e da necessidade de aceitar o Seu sacrifício para a redenção revelou-se difícil demais para alguns: “Muitos dos seus discípulos, tendo ouvido tais palavras, disseram: 'Duro é este discurso; quem pode suportá-lo?'” (João 6:60). De fato, após ouvirem isso, “muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele” (João 6:66). O simbolismo que Jesus empregou não deveria ter sido uma surpresa para os Seus ouvintes; afinal, Ele vinha falando por parábolas quase desde o início do Seu ministério. No entanto, a ideia de consumir o corpo de Jesus foi demais para muitos deles.
A comunhão na Igreja primitiva
Após a morte, ressurreição e ascensão de Jesus, a Igreja primitiva obedeceu às palavras de Jesus. Praticavam o sacramento da comunhão, comendo o pão (que simboliza o Seu corpo) e bebendo o vinho (que simboliza o Seu sangue). O apóstolo Paulo destacou a ideia de comunhão durante a ceia do Senhor: "Não é fato que o cálice da bênção que abençoamos é a comunhão do sangue de Cristo? E não é fato que o pão que partimos é a comunhão do corpo de Cristo? Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo; porque todos participamos do único pão" (1 Coríntios 10:16–17). A comunhão na igreja não só cumpre o mandamento de Jesus, como também contribui para a unidade dos crentes.
Paulo também dirigiu uma advertência àqueles que pudessem abordar a comunhão de forma leviana ou desonrosa: "Porque, todas as vezes que comerem este pão e beberem o cálice, vocês anunciam a morte do Senhor, até que ele venha. Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um examine a si mesmo e, assim, coma do pão e beba do cálice. Pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si" (1 Coríntios 11:26–29).
Conclusão
A prática da comunhão é uma das duas ordenanças da igreja. A Bíblia não especifica com que frequência a comunhão deve ser celebrada. A comunhão é um momento de reflexão, não só sobre o pecado de cada um e a necessidade de perdão, mas também sobre a graça e o amor que Cristo demonstrou na cruz (João 3:16). Ao participarem juntos na comunhão, os cristãos demonstram a sua união uns com os outros e com Cristo. Ao participarem juntos na comunhão, os cristãos são lembrados do sacrifício de Cristo e recordam-se mutuamente de que Ele voltará. A comunhão é uma "comunhão do Espírito" (Filipenses 2:1) e uma resposta à oração de Jesus "para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim" (João 17:22–23).