Pergunta
Qual é o significado da Babilônia na Bíblia?
Resposta
A antiga Babilônia ficava no atual Iraque. A antiga Babilônia ascendeu ao domínio após se livrar das amarras dos assírios. O curto período de domínio babilônico que tem significado bíblico é conhecido como Império Neobabilônico, já que Babilônia havia sido uma força dominante em épocas anteriores.
Babilônia e o rei Nabucodonosor têm destaque no Antigo Testamento, pois foi Babilônia que invadiu Judá, destruiu Jerusalém e o templo e levou muitos judeus para Babilônia como exilados. Esses eventos estão registrados em 2 Reis 17-25 e 2 Crônicas 32-36. Vários profetas revelaram que Jerusalém cairia nas mãos dos babilônios como julgamento de Deus sobre Judá por seus pecados. Notavelmente, Jeremias aconselhou a rendição aos babilônios em aceitação da vontade de Deus: “Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: 'Eis que farei retroceder as armas de guerra que estão nas mãos de vocês e com as quais vocês estão lutando fora das muralhas contra o rei da Babilônia e contra os caldeus, que estão cercando a cidade. Essas armas, eu as ajuntarei no meio desta cidade. Eu mesmo lutarei contra vocês com braço estendido e mão poderosa, com ira, com indignação e grande furor. Matarei os habitantes desta cidade, tanto as pessoas como os animais; morrerão de uma grande peste. Depois disso, diz o Senhor, entregarei Zedequias, rei de Judá, os seus servos e o povo — todos os moradores desta cidade que sobreviverem à peste, à espada e à fome — nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, nas mãos de seus inimigos e nas mãos dos que procuram tirar-lhes a vida. Ele os matará a fio de espada; não os poupará, não se compadecerá, nem terá misericórdia.' A este povo você dirá o seguinte: Assim diz o Senhor: 'Eis que ponho diante de vocês o caminho da vida e o caminho da morte. Quem ficar nesta cidade morrerá à espada, de fome ou de peste; mas quem sair e se render aos caldeus, que estão cercando a cidade, não morrerá; conseguirá ao menos salvar a sua vida. Pois voltei o meu rosto contra esta cidade para trazer desgraça e não para fazer-lhe bem, diz o Senhor; ela será entregue nas mãos do rei da Babilônia, e este a queimará'” (Jeremias 21:4-10).
Daniel era um jovem que foi levado para a Babilônia como exilado. Ele ganhou destaque na administração do rei Nabucodonosor e seus sucessores (ver Daniel 1—6). A Babilônia foi derrubada após apenas algumas décadas de proeminência. O Senhor havia prometido que o exílio dos judeus seria apenas temporário e, após a queda da Babilônia, o rei persa permitiu que os exilados retornassem a Judá para reconstruir a cidade e o templo. Esses eventos estão registrados em Esdras e Neemias.
Devido à terrível destruição causada pelos babilônios, Babilônia se tornou um símbolo dos inimigos estereotipados de Deus e de Seu povo. (Sodoma e Egito também são usados dessa forma.) Babilônia figura proeminentemente no livro do Apocalipse como o inimigo supremo de Deus e perseguidor de Seu povo. A “Grande Babilônia” será derrubada, mas eis como ela é descrita: “O anjo me transportou, no Espírito, a um deserto, e vi uma mulher montada numa besta escarlate, besta repleta de nomes de blasfêmia, com sete cabeças e dez chifres. A mulher estava vestida de púrpura e de escarlate, enfeitada com ouro, pedras preciosas e pérolas, tendo na mão um cálice de ouro transbordante de abominações e das imundícias da sua prostituição. Na sua testa estava escrito um nome, um mistério: 'Babilônia, a Grande, a Mãe das Prostitutas e das Abominações da Terra'. Então vi a mulher embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus. E, quando a vi, admirei-me com grande espanto” (Apocalipse 17:3-6). O Apocalipse também registra a queda de Babilônia, lamentada pelas pessoas do mundo (capítulo 18), juntamente com a alegria dos santos por sua morte (capítulo 19).
Durante anos, muitos dispensacionalistas interpretaram Babilônia como Roma, centro de um Império Romano revivido. Com a ascensão de Saddam Hussein e a guerra no Iraque, muitos mudaram a sua interpretação, pensando que Babilônia poderia realmente se referir a um Império Babilônico revivido. Por um tempo, Saddam Hussein tentou reconstruir Babilônia e até se imaginou como o novo Nabucodonosor. No entanto, à medida que os eventos se desenrolavam, ficou evidente que Hussein não era o inimigo final de Deus e que não teria sucesso em restaurar um Império Babilônico. Geralmente é arriscado interpretar a Bíblia à luz dos eventos atuais.
Em resumo, Babilônia destruiu Jerusalém e o templo e se tornou um símbolo do inimigo de Deus e de Seu povo. O Apocalipse usa essa imagem, então Babilônia no Apocalipse provavelmente não se refere a um Império Babilônico revivido, mas a uma entidade nacional que perseguirá e destruirá no “espírito dos babilônios”. A diferença é que a antiga Babilônia destruiu Jerusalém como julgamento de Deus por sua infidelidade. Nos últimos dias, a “Babilônia” persegue os crentes que são fiéis, e é a Babilônia que será julgada.
Babilônia e o rei Nabucodonosor têm destaque no Antigo Testamento, pois foi Babilônia que invadiu Judá, destruiu Jerusalém e o templo e levou muitos judeus para Babilônia como exilados. Esses eventos estão registrados em 2 Reis 17-25 e 2 Crônicas 32-36. Vários profetas revelaram que Jerusalém cairia nas mãos dos babilônios como julgamento de Deus sobre Judá por seus pecados. Notavelmente, Jeremias aconselhou a rendição aos babilônios em aceitação da vontade de Deus: “Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: 'Eis que farei retroceder as armas de guerra que estão nas mãos de vocês e com as quais vocês estão lutando fora das muralhas contra o rei da Babilônia e contra os caldeus, que estão cercando a cidade. Essas armas, eu as ajuntarei no meio desta cidade. Eu mesmo lutarei contra vocês com braço estendido e mão poderosa, com ira, com indignação e grande furor. Matarei os habitantes desta cidade, tanto as pessoas como os animais; morrerão de uma grande peste. Depois disso, diz o Senhor, entregarei Zedequias, rei de Judá, os seus servos e o povo — todos os moradores desta cidade que sobreviverem à peste, à espada e à fome — nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, nas mãos de seus inimigos e nas mãos dos que procuram tirar-lhes a vida. Ele os matará a fio de espada; não os poupará, não se compadecerá, nem terá misericórdia.' A este povo você dirá o seguinte: Assim diz o Senhor: 'Eis que ponho diante de vocês o caminho da vida e o caminho da morte. Quem ficar nesta cidade morrerá à espada, de fome ou de peste; mas quem sair e se render aos caldeus, que estão cercando a cidade, não morrerá; conseguirá ao menos salvar a sua vida. Pois voltei o meu rosto contra esta cidade para trazer desgraça e não para fazer-lhe bem, diz o Senhor; ela será entregue nas mãos do rei da Babilônia, e este a queimará'” (Jeremias 21:4-10).
Daniel era um jovem que foi levado para a Babilônia como exilado. Ele ganhou destaque na administração do rei Nabucodonosor e seus sucessores (ver Daniel 1—6). A Babilônia foi derrubada após apenas algumas décadas de proeminência. O Senhor havia prometido que o exílio dos judeus seria apenas temporário e, após a queda da Babilônia, o rei persa permitiu que os exilados retornassem a Judá para reconstruir a cidade e o templo. Esses eventos estão registrados em Esdras e Neemias.
Devido à terrível destruição causada pelos babilônios, Babilônia se tornou um símbolo dos inimigos estereotipados de Deus e de Seu povo. (Sodoma e Egito também são usados dessa forma.) Babilônia figura proeminentemente no livro do Apocalipse como o inimigo supremo de Deus e perseguidor de Seu povo. A “Grande Babilônia” será derrubada, mas eis como ela é descrita: “O anjo me transportou, no Espírito, a um deserto, e vi uma mulher montada numa besta escarlate, besta repleta de nomes de blasfêmia, com sete cabeças e dez chifres. A mulher estava vestida de púrpura e de escarlate, enfeitada com ouro, pedras preciosas e pérolas, tendo na mão um cálice de ouro transbordante de abominações e das imundícias da sua prostituição. Na sua testa estava escrito um nome, um mistério: 'Babilônia, a Grande, a Mãe das Prostitutas e das Abominações da Terra'. Então vi a mulher embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus. E, quando a vi, admirei-me com grande espanto” (Apocalipse 17:3-6). O Apocalipse também registra a queda de Babilônia, lamentada pelas pessoas do mundo (capítulo 18), juntamente com a alegria dos santos por sua morte (capítulo 19).
Durante anos, muitos dispensacionalistas interpretaram Babilônia como Roma, centro de um Império Romano revivido. Com a ascensão de Saddam Hussein e a guerra no Iraque, muitos mudaram a sua interpretação, pensando que Babilônia poderia realmente se referir a um Império Babilônico revivido. Por um tempo, Saddam Hussein tentou reconstruir Babilônia e até se imaginou como o novo Nabucodonosor. No entanto, à medida que os eventos se desenrolavam, ficou evidente que Hussein não era o inimigo final de Deus e que não teria sucesso em restaurar um Império Babilônico. Geralmente é arriscado interpretar a Bíblia à luz dos eventos atuais.
Em resumo, Babilônia destruiu Jerusalém e o templo e se tornou um símbolo do inimigo de Deus e de Seu povo. O Apocalipse usa essa imagem, então Babilônia no Apocalipse provavelmente não se refere a um Império Babilônico revivido, mas a uma entidade nacional que perseguirá e destruirá no “espírito dos babilônios”. A diferença é que a antiga Babilônia destruiu Jerusalém como julgamento de Deus por sua infidelidade. Nos últimos dias, a “Babilônia” persegue os crentes que são fiéis, e é a Babilônia que será julgada.