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Pergunta

Qual é o significado de Laodicéia na Bíblia?

Resposta


Fundada em 260 a.C. pelo rei Antíoco II, a cidade de Laodicéia é tristemente conhecida como o lar da igreja apóstata que foi veementemente condenada pelo Senhor Jesus em Apocalipse 3:14-22. Situada no vale do rio Lico, Laodicéia, um centro bancário, jurídico e comercial, era frequentada por viajantes que percorriam as rotas leste-oeste e norte-sul do Império Romano. Éfeso, uma das cidades mais mencionadas no Novo Testamento, ficava a cerca de 65 km a oeste de Laodicéia.

Laodicéia foi construída em um contraforte do Monte Salbacus, na atual Turquia; a cidade ficava a cerca de 1,6 km da margem sul do rio Lico. Cerca de dois séculos antes do nascimento do Messias, Laodicéia, então conhecida como Dióspolis, fazia parte do reino de Pérgamo. Devastada pela guerra, a cidade se saiu muito melhor e até floresceu sob o domínio romano. No final do primeiro século a.C., Laodicéia era uma cidade líder na Ásia Menor, com a sua economia impulsionada pelas finanças, indústria e comércio.

Além de ser um importante centro comercial, Laodicéia era significativa no sistema judicial romano. Como os cidadãos desfrutavam de uma prosperidade considerável, a cidade era adornada por um impressionante anfiteatro e outros monumentos notáveis. Devido ao bem-estar econômico da cidade, a congregação de Laodicéia, composta por professos crentes, gabava-se de não precisar de nada, mas o Senhor Jesus, pouco impressionado com a grandiosidade da cidade, acusou-os de falência espiritual (Apocalipse 3:17).

Ao repreender a igreja de Laodicéia por sua condição morna, ou seja, o estado deplorável de indiferença em sua lealdade e afeição, o Senhor pode ter feito referência à água morna fornecida pelo aqueduto da cidade. Ao contrário da água quente terapêutica que beneficiava os cidadãos de Hierápolis ou da água fresca e refrescante desfrutada pelo povo de Colossos, a água de Laodicéia era pouco palatável. Água servida em temperatura morna não é agradável nem satisfatória. Jesus advertiu os laodicenses mornos que Ele os vomitaria de Sua boca, assim como alguém poderia expelir violentamente um líquido de sabor desagradável (Apocalipse 3:16).

Além de produtos de lã e sandálias, Laodicéia exportava um colírio produzido localmente para todo o Império Romano. A eficácia desse bálsamo de Laodicéia é duvidosa, mas o Senhor fez referência à sua produção. Ao repreender os crentes apóstatas por sua cegueira espiritual, Jesus disse-lhes para comprarem dele “colírio para ungir os olhos, a fim de que vejam” (Apocalipse 3:18).

O nome Laodicéia tem um significado importante. A cidade foi batizada principalmente em homenagem à esposa do rei Antíoco II, Laodice, mas o nome também implica que seus cidadãos tinham mais do que um interesse passageiro pela lei romana. O nome Laodicéia é composto por duas palavras gregas, laos, que significa “povo” ou “nação”, e dike, uma palavra jurídica que se refere a “costume”, “punição” ou “julgamento”, dependendo do contexto. Os laodicenses se consideravam um povo obediente à lei; no entanto, a igreja em Laodicéia ignorou sumariamente os mandamentos do Senhor Jesus. A lei de Deus prevalece; infelizmente, os laodicenses se contentavam em seguir os costumes romanos.

Cícero, um dos maiores filósofos, oradores e estadistas do mundo antigo, foi um dos principais arquitetos da formação do Império Romano e influenciou o direito, a filosofia, a retórica e a literatura. Cícero residiu em Laodicéia enquanto servia como governador daquela província.

Laodicéia foi destruída por um terremoto em 60 d.C. Roma ofereceu assistência financeira após o desastre, mas como cidadãos de um dos lugares mais prósperos do império, o povo recusou a caridade romana e reconstruiu a cidade com a sua própria riqueza.

Uma próspera comunidade judaica existia em Laodicéia antes do nascimento de Cristo. Havia muitas oportunidades nos setores bancário, financeiro, industrial e médico. Muitos judeus que fizeram de Laodicéia seu lar desfrutavam de uma prosperidade econômica substancial, bem como de liberdade religiosa. Inicialmente, a igreja em Laodicéia era composta principalmente por judeus; com o tempo, gentios convertidos se juntaram à congregação. Possivelmente, a igreja de Laodicéia foi fundada por Epafras, um discípulo do apóstolo Paulo. Epafras era da vizinha Colossos (Colossenses 1:6-7); portanto, é razoável pensar que ele possa ter fundado a igreja de Laodicéia.

Da Ilha de Patmos, João escreveu o livro do Apocalipse. Durante esse tempo, o imperador Domiciano governava o Império Romano. Domiciano se declarou um deus vivo e exigiu adoração dos cidadãos do império. Cristãos e judeus, sendo monoteístas, não podiam se submeter às exigências de adoração do imperador, e ambos os grupos começaram a enfrentar perseguição religiosa. É possível que os cristãos mornos de Laodicéia tenham dividido sua lealdade entre Cristo e o imperador para evitar a perseguição e a consequente perda de vidas, propriedades ou status social. No final das contas, a igreja em Laodicéia sacrificou sua fidelidade ao Senhor Jesus para manter sua riqueza e posição.

A cidade de Laodicéia era um centro financeiro próspero e florescente, mas Jesus repreendeu a igreja local por dizer que não precisava de nada quando, na verdade, ela carecia dEle (Apocalipse 3:17). Ele estava do lado de fora da porta da igreja, ansiando por ser convidado a entrar e ocupar o lugar que lhe era de direito dentro da igreja: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Apocalipse 3:20).

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