Pergunta
O que é o Julgamento de Salomão?
Resposta
O Julgamento de Salomão é o exemplo bíblico da sabedoria do Rei Salomão. Quando Salomão subiu ao trono, ele buscou a Deus, e Deus lhe deu a oportunidade de pedir o que quisesse. Salomão reconheceu humildemente a sua incapacidade de governar bem e, de forma altruísta, pediu sabedoria a Deus. Deus lhe deu sabedoria e riqueza (1 Reis 3:4-15; 10:27). De fato, "o rei Salomão excedeu a todos os reis do mundo, tanto em riqueza como em sabedoria" (1 Reis 10:23). Deus também deu a Salomão paz de todos os lados durante a maior parte de seu reinado (1 Reis 4:20-25). O relato do julgamento de Salomão é encontrado em 1 Reis 3:16-27:
Então duas prostitutas foram falar com o rei Salomão. Apresentaram-se diante dele e uma das mulheres disse:
— Ah! Meu senhor, eu e esta mulher moramos na mesma casa, onde dei à luz um filho.
No terceiro dia, depois do meu parto, também esta mulher teve um filho. Estávamos juntas. Não havia nenhuma outra pessoa conosco na casa; somente nós duas estávamos ali. De noite, o filho desta mulher morreu, porque ela se deitou sobre ele. Ela levantou-se no meio da noite e, enquanto esta sua serva dormia, tirou o meu filho, que estava do meu lado, e o pôs na cama dela; depois colocou o filho dela, morto, nos meus braços.
Quando eu me levantei de madrugada para dar de mamar ao meu filho, eis que ele estava morto. Porém, quando reparei nele pela manhã, eis que não era o filho que eu tinha dado à luz. Então a outra mulher disse:
— Não! O que está vivo é o meu filho; o seu é o que está morto.
Porém a primeira mulher respondeu:
— Não! O que está morto é o seu filho; o meu é o que está vivo.
E assim elas falaram diante do rei.
Então o rei Salomão disse:
— Esta diz: "O que está vivo é o meu filho, e o seu filho é o que está morto"; e a outra responde: "Não, o que está morto é o seu filho, e o meu filho é o que está vivo."
E o rei continuou:
— Tragam-me uma espada.
E trouxeram uma espada diante do rei.
Então o rei disse:
— Cortem o menino que está vivo em duas partes e deem metade a uma e metade a outra.
Então se aguçou o amor materno da mulher cujo filho estava vivo e ela disse ao rei:
— Ah! Meu senhor, deem a ela o menino vivo! Não o matem de jeito nenhum!
Porém a outra dizia:
— Ele não será nem meu nem seu. Podem cortá-lo ao meio!
Então o rei disse:
— Entreguem o menino vivo à primeira mulher. Não o matem. Ela é a mãe do menino."
A estratégia de Salomão se baseou na realidade do instinto maternal. Ele sabia que a verdadeira mãe preferiria perder o seu filho para outra mulher a vê-lo morto. A astúcia de Salomão para chegar à verdade e o veredicto justo que ele pronunciou fizeram com que todos prestassem atenção: "Todo o Israel ouviu a sentença que o rei havia proferido. E todos tiveram profundo respeito ao rei, porque viram que havia nele a sabedoria de Deus, para fazer justiça" (1 Reis 3:28).
É responsabilidade dos líderes nacionais buscar a verdade e fazer justiça. "O rei sábio peneira os maus e faz passar sobre eles a roda" (Provérbios 20:26; veja também Deuteronômio 16:18-20 e Salmo 82:2-4). Em sua sabedoria divinamente concedida, Salomão foi capaz de proporcionar justiça e promover a retidão em seu reino.
O Julgamento de Salomão foi tema de muitas pinturas clássicas, incluindo obras dos pintores flamengos Frans Floris e Peter Paul Rubens, do pintor holandês Matthias Stom e do pintor italiano Giovanni Battista Tiepolo.
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O que é o Julgamento de Salomão?
