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Pergunta

Qual foi o impacto de Diocleciano na história cristã?

Resposta


Como o século III foi uma época de crise no mundo antigo, o imperador Diocleciano é reconhecido por ter trazido estabilidade ao Império Romano; infelizmente, Diocleciano também é lembrado por sua perseguição implacável aos cristãos. Nascido na Dalmácia, filho de pais de origem humilde, a ascensão de Diocleciano à proeminência começou com a sua distinta carreira militar. Servindo como comandante da cavalaria sob o imperador Caro, Diocleciano foi aclamado como o novo imperador quando Caro e seu filho Numeriano foram mortos no campo de batalha. Carino, o filho sobrevivente de Caro, contestou o direito de Diocleciano de governar, mas Diocleciano manteve o seu título ao derrotar o exército de Carino na Batalha do Margo. Diocleciano deteve o título de Imperador de Roma de 284 a 305 d.C.

Um político habilidoso que compreendia o valor de delegar autoridade, Diocleciano selecionou Maximiano, um líder militar, para servir como co-imperador. Diocleciano governou o Império Oriental, enquanto Maximiano assumiu o comando do Império Ocidental. Mais tarde, Diocleciano nomeou Galério e Constâncio para servir como imperadores juniores, concedendo-lhes o título de César, formando assim uma tetrarquia, um "governo de quatro", pelo qual cada um governaria um quarto do vasto Império Romano. Durante os vinte e um anos de reinado de Diocleciano, ele protegeu as fronteiras do império e eliminou ameaças à segurança de Roma.

A Perseguição Diocleciana, também conhecida como a Grande Perseguição (303-312 d.C.), foi a mais longa e sangrenta perseguição aos cristãos realizada por Roma. Durante esse reinado de terror que durou nove anos, os cristãos foram perseguidos, privados de seus direitos, brutalizados e mortos. Alguns historiadores acreditam que, no início de seu governo, Diocleciano era tolerante com os cristãos e que talvez o tetrarca Galério compartilhasse a responsabilidade pelo massacre; no entanto, os cristãos foram impiedosamente perseguidos pelos seguintes motivos:

• As crenças monoteístas do cristianismo constituíam uma afronta ao panteão de divindades de Roma.

• O cristianismo era considerado um culto estrangeiro incomum que desestabilizava o império. Em nome da unidade, Diocleciano acreditava que todos os cidadãos romanos deveriam compartilhar uma fé comum.

• Se o cristianismo fosse oficialmente tolerado, a ira dos deuses romanos seria despertada.

Como o século III trouxe uma série de ameaças internas e externas ao Império Romano, o imperador Diocleciano procurou estabilizar Roma, obrigando os "infiéis" cristãos a renunciar à sua fé sob a pena de morte.

Em 23 de fevereiro de 303, Diocleciano iniciou a sua campanha contra o cristianismo ordenando a destruição de uma igreja recém-construída e sua biblioteca de escritos sagrados em Nicomédia, uma cidade da Bitínia, na Ásia Menor. Imediatamente após o ataque em Nicomédia, Diocleciano emitiu o primeiro de quatro editos negando aos cristãos seus direitos, incluindo o direito de se reunirem para o culto. Os cristãos foram obrigados a participar de rituais de sacrifício aos deuses pagãos de Roma. Aqueles que se recusassem a atender às exigências do imperador enfrentariam tortura e morte.

Dois anos depois, Diocleciano abdicou do trono devido a problemas de saúde, mas a aposentadoria do imperador não pôs fim à perseguição aos cristãos. As hostilidades continuaram por vários anos até que Galério, que possivelmente foi o mentor da Grande Perseguição, emitiu o Édito de Tolerância, que legalizou o cristianismo no Império Oriental. Após a ascensão de Constantino ao poder em 313, o cristianismo estava a caminho de se tornar a religião oficial do Império Romano. Felizmente, a mais sangrenta das perseguições romanas foi também a última.

Qual foi o impacto de Diocleciano na história cristã? Os historiadores geralmente se concentram nas estratégias econômicas, políticas e militares amplamente bem-sucedidas de Diocleciano; no entanto, do ponto de vista celestial, Diocleciano é apenas mais um tipo de anticristo — um líder tirânico que, como o rei Herodes, Pôncio Pilatos e Antíoco Epifânio, se opôs a Deus derramando sangue inocente. Diz-se que o sangue dos mártires é a semente da igreja. Na verdade, a perseguição, por mais terrível que pareça, tem uma maneira de fortalecer e revitalizar os santos (ver Mateus 5:10-12; 2 Coríntios 12:10; Romanos 8:35-37). No final, Deus vence as formas mais vis do mal com o bem.

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