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Pergunta

O que foi a Contra-Reforma?

Resposta


A Contrarreforma (AO 1945: Contra-Reforma) foi a resposta do catolicismo romano à Reforma Protestante. No final do século XV e início do século XVI, os cristãos começaram a criticar abertamente a Igreja Católica Romana por ensinar coisas contrárias à Bíblia. Os reformadores se opunham à veneração (adoração) de Maria, à venda de indulgências, à insistência de que rituais e sacramentos eram necessários para a salvação, entre outros aspectos. À medida que a Reforma se consolidava cultural e teologicamente, o catolicismo respondeu com seus próprios esforços. Alguns deles tinham como objetivo mudar a própria Igreja Católica, mas a maioria foi concebida para resistir às reivindicações dos reformadores. Coletivamente, esses esforços católicos ficaram conhecidos como Contrarreforma.

Na verdade, a Contrarreforma não foi realmente uma "reforma" do catolicismo, pelo menos não do ponto de vista teológico. Foi verdadeiramente uma "contra-reforma"; ou seja, preocupava-se principalmente em refutar e silenciar as divergências protestantes. Grande parte da Contrarreforma foi impulsionada pela política. Na Espanha, por exemplo, reis e rainhas estavam mais do que dispostos a aplicar recursos católicos para eliminar dissidentes — no caso deles, principalmente protestantes. Deportação, excomunhão e execução eram ferramentas comuns utilizadas na Contrarreforma.

Dois efeitos duradouros resultaram da Contrarreforma a Ordem Jesuíta (a Companhia de Jesus) e o Concílio de Trento.

Os jesuítas são uma ordem religiosa formada especificamente para combater o protestantismo. Suas táticas durante a Contrarreforma envolviam argumentos intelectuais e teológicos, embora também utilizassem métodos menos espirituais para atingir os seus objetivos. A Inquisição foi um produto da influência jesuíta. Os jesuítas também produziram um Índice de Livros Proibidos: textos que os católicos estavam oficialmente proibidos de ler. A influência dos jesuítas na filosofia e na teologia católicas foi significativa.

O Concílio de Trento foi, em teoria, uma tentativa de alterar os aspectos do catolicismo que justificavam as reclamações dos protestantes. Infelizmente, o concílio ocorreu muito tardiamente. Quando o concílio foi convocado, a Reforma já estava em pleno andamento há quase um quarto de século. Naquela época, a igreja já estava efetivamente dividida.

O Concílio de Trento abordou positivamente algumas das reclamações dos reformadores. A venda de indulgências foi interrompida, as funções dos padres foram definidas com mais rigor e o uso de artefatos sagrados — relíquias — foi significativamente reduzido. Certos aspectos da música e da liturgia, bem como outras questões práticas, também foram discutidos.

No entanto, nas questões mais críticas, o Concílio de Trento, assim como o restante da Contrarreforma, foi principalmente uma reforço da teologia católica arraigada. Este concílio, e os outros contrarreformadores, defenderam obstinadamente a transubstanciação, sustentaram a necessidade dos sacramentos para a salvação, rejeitaram a sola fide e afirmaram categoricamente que a tradição católica era tão autoritária quanto a Bíblia. Além disso, os membros do concílio determinaram que a Vulgata Latina era a única Bíblia aceitável para uso da Igreja. E insistiram que, uma vez que a política foi instituída por Deus, todos os líderes políticos estavam sujeitos à autoridade papal.

Embora alguns aspectos da Contrarreforma tivessem como objetivo reparar partes danificadas do catolicismo, o efeito principal foi estabilizar e reforçar os equívocos católicos. Seria justo afirmar que a Contrarreforma, especialmente a fundação dos jesuítas e os resultados do Concílio de Trento, impediu qualquer possibilidade de reconciliação com o protestantismo ou os reformadores.

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